Livros

Presente de dia das mães, de graça. Vem ver!

Leia este post pois eu tenho um presente para vocês e suas mães.

Sabe qual o melhor presente que você pode dar a uma mãe? Acredite: tempo!

Tempo para ela simplesmente pôr as pernas para cima.
Tempo para ela ter silêncio.
Tempo para ela dormir.
Tempo para ela se reencontrar com aquela mulher que ela foi antes de ser mãe.
Tempo para ela tomar um banho.
Tempo para ela ver um filme, uma série, uma novela.
Tempo para ler um livro.
Tempo para ouvir uma música.

Tempo. Ele ganha novas tonalidades depois que viramos mãe e nós entendemos a preciosidade que é ter tempo. E eu quero ajudar você a deixar o seu tempo ou o da sua mãe mais agradável.

A partir de sexta-feira, dia 7 de maio, até segunda-feira, dia 10 de maio, vocês podem adquirir meu livro de poesias, Feliz por um Triz, em formato ebook gratuitamente pelo Amazon Kindle. Vale para todas as lojas do Amazon no mundo! Já marque aí na sua agenda para não esquecer!

Além disso, o livro físico está com preço reduzido. 9,90€ no Amazon Europa! E… Alguém falou em sorteio? Fique de olho no meu instagram @camicausos para saber quem pode participar dele!

Séries

Rainha Elizabeth e Jackie Kennedy. Competitividade Feminina?

Eu tenho assistido à série The Crown. Eu só assinei a Netflix quando vi essa série anunciada, mas na vida corrida de mãe com dois filhos pequenos, no exterior e sem rede de apoio, quem disse que eu consegui assistir a primeira temporada no ano que ela saiu? Eu fui terminar a primeira temporada esse ano! Eu me dei ao luxo de maratonar a série. Uma maratonada vagarosa, porém melhor que antes. E foi nessa de assistir aos episódios que eu cheguei naquele da Jackie Kennedy.

Continue lendo “Rainha Elizabeth e Jackie Kennedy. Competitividade Feminina?”
cinema

Rocketman, filme-biografia de Elton John evidencia a correlação entre carência afetiva, traumas e vícios.

Acabei de assistir ao filme Rocketman. Eu sei, é de 2019. Estou atrasada, muito! Mas antes tarde do que nunca, né mesmo?

O filme é um musical, e se você não gosta de musicais, não assista! A não ser que você goste muito do Elton John para poder fazer uma exceção. As primeiras cenas do filme chamam muito atenção pois causam uma tensão nos espectadores que não sabem bem em qual momento da vida do Elton John ele se passa. Eu, que até aquele momento nada sabia sobre a história dele, imaginei que ele estivesse em uma audição ou algo semelhante. Fiz uma pequena análise para vocês entenderem:

O filme começa com o Rocketman escrito na tela escura. Em questão de segundos o escuro da tela ganha claridade de uma porta enorme que se abre e a gente reconhece um corredor longo com luminárias redondas penduradas no teto. Ao fundo, onde está a porta se abrindo, logo se pode ver uma figura vermelha, com chifres e asas. A cena se dá contra luz, o que dificulta reconhecer de quem realmente se trata aquela pessoa. Mas a gente já imagina: Elton John! Os passos dele são acompanhados pelo tempo da música que toca ao fundo. Passo por passo e ele se aproxima da câmera e quando está bem perto, um corte nos mostra aquela figura teatral abrindo com dificuldade uma outra porta. A câmera então dá close no rosto dele. A roupa de chifres como se fosse um demônio se contrasta com os óculos rosas em forma de coração e cheios de strass na armação. Os olhos dele se movem de um lado para o outro e então se fixam na câmera. Corte para uma sala com cerca de dez pessoas sentadas em círculo, todas olhando para ele, de pé. Seria uma audição, um teste de talentos? Ele então caminha para o meio do círculo, a câmera o acompanha num movimento à esquerda enquanto ele caminha à direita. Antes de se sentar ele olha para a moça à esquerda dele que parece surpresa e curiosa com a presença dele. E então ele finalmente se senta. Pergunta quanto tempo aquilo alí vai levar no que uma senhora preta responde: depende só de você. Parece uma resposta despretensiosa mas frases como “depende só de você, você define quem você é” retornam com frequência na narrativa do filme. E então ele começa a falar sobre sua dependência alcóolica, química, consumo compulsivo, sexo… E então lhe perguntam sobre a sua infância. E é aí que a história começa.

Se você parou aqui ao pesquisar sobre o filme, eu não vou falar sobre questões técnicas. Eu quero aqui dividir com vocês o que desse filme me chamou atenção. E o que me chamou atenção dentro da narrativa foi o fato dele mostrar uma relação direta entre a carência afetiva, traumas guardados e não trabalhados e vícios. Elton John era uma criança que sentia muita falta de um carinho do pai. Eu me identifiquei muito com a história dele, pois assim como ele, eu nunca obtive um carinho genuíno de meu pai.

No caso de Elton John tudo se torna mais dolorido pois o pai dele forma uma nova família e é muito afetuoso com os irmãos dele, o que evidencia que o problema era ele. Provavelmente o pai percebia a homossexualidade do filho desde a infância. Numa cena em que ele liga e conta sobre sua sexualidade para a mãe, ela revela que sempre soube.

Nem mesmo da parte dela Elton John podia esperar por acolhimento e conforto. Nessa mesma cena ela diz para ele algo muito cruel que o persegue: ” You will never be loved properly” algo como: você jamais será amado por completo. E aqui, sem necessariamente militar, o filme mostra a complexidade emocional que um rapaz que está tentando apresentar ao mundo a sua condição sexual, enfrenta. Com Elton John havia o agravante de eles estar em começo de carreira no show biz. É daí que as drogas assumem um papel cada vez maior na sua vida e que ele se distancia de si mesmo.

Quem nunca teve essa impressão de estar se distanciando de si mesmo? E aqui eu acho que uma mensagem importante do filme é: se você perceber que está se distanciando de si mesmo, mude a rota. Não tenha medo da jornada com destino a si mesmo. É a jornada que mais vale a pena seguir. Elton John encontrou o amor por completo com o David Furnish, seu marido. Eles têm dois filhos e Elton John abriu mão de fazer turnês e ser refém de uma indústria em prol da sua família, daquilo que realmente valia a pena para ele e que ele sempre buscou durante a vida: amor, carinho, aconchego. Por completo

Você já assistiu a esse filme? O que achou dele? Se identificou de alguma forma com alguma situação vivida por Elton John?

Contos

O conto da mulher livre

Eu participo de um grupo de autores no Facebook. Lá sempre tem uns desafios de escrita. Eu resolvi participar de um. O organizador postou essa foto e a gente poderia escrever da maneira que preferisse: poesia, conto, um parágrafo que fosse. Quando eu vi a foto, ficou claro para mim que eu queria fugir da romantização da mulher sertaneja, da pobreza, da fome, da seca. Eu quis trazer algo que talvez ninguém pensasse ao vê-la: uma mulher com sua sexualidade.

E dessa reflexão saiu o mini conto abaixo:

Conto da mulher livre

Tô esperando o velho. Já passa das quatro. Mardito! Ele sempre chega às três e meia. Nunca atrasou um minutinho sequer. Nunca faltou sem aviso.

Eu me lembro bem de quando tudo começou. Foi logo quando eu enviuvei. Ô coisa boa ser viúva! Ninguém mais fiscaliza nosso bocó-de-pêlo. Sabia que quando aquele traste morresse eu ia finalmente ser feliz. Só não sabia que ia se suceder tão rápido. E foi logo depois da morte dele que um xaveco de meninice ganhou novos contornos.

Mas deixa eu contar do começo pra não ficar confuso. Assim que o traste bateu as botas, eu tive que ir na venda do Zé Maria, pra vê as dívida que ele me deixou. O imprestável além de não trazê dinheiro pra casa, ainda gastava o que não tinha. Trezentos contos, Zé Maria? Vô tê que virá quenga pra pagá isso! E foi aí que ele adentrô a venda. Fazia tempo que nós num se via. Ele tinha crescido um tanto, tava encorpado. Parecia ator dos filme que eu vi numa única vez que fui a Fortaleza. Mas ele era inda mais bonito porque tava alí, na minha frente. Celestina, é tu é? E foi assim que eu reencontrei o Irineu. Ele pagou os 300 conto, me ofereceu boleia na charrete e me trouxe para casa. Eu o chamei pra entrar. Depois da ajuda, quê mais eu ia fazê?

Tu num teve menino não? Ele me perguntou enquanto fumava seu cigarro de palha na porta, olhando lá longe para o quintal como se tivesse vendo os bacuri tudo correndo soltos. Tive não! Ou eu que vim com defeito ou o traste era tão imprestável que nem minino serviu pra fazê ni mim.

Então tá na hora de tirar a prova, tu num acha não?

E houve beijo. E houve pele na pele. E houve sussurros e promessas de amor eterno e muita safadeza. E tiramos a prova. Era eu que era defeituosa mesmo.

Desd’esse dia ele larga casa, os filhos, a mulhé, as obrigações tudo. Todo santo dia vem pra cá às três e meia.

Chega com seu jumento, amarra ele aqui perto da porta. Fechamos as janelas, as portas e é só nóis dois aqui. Povo acha que gente velha num fornica? Arriégua! A gente toda aqui sabe sim, sabe mas se faz de desintendida. Vixe! O que mais um homi e uma mulhé vai fazer por duas horas numa casa fechada?

Mas hoje ele num veio. E tem esse tal de vírus aí… Já escureceu. Hoje ele não veio. Mardito!

Autora: Camilla Saloto

Conta pra mim, gostou do conto? E se gostou, aproveita e se inscreva aqui no blog. Venha fazer parte dessa comunidade de leitores que casa vez ganha mais adeptos!

redes sociais

Instagram, algoritmos e vida offline

Foto tirada pela minha filha de 5 anos.

Esses dias eu saí do instagram. Em pleno anos 20 do século XXI parece uma loucura alguém remar contra a maré da mídia social mais famosa e usada no momento. Mas sim, eu saí do instagram, desativei a conta de 10 mil seguidores. Outro dia mesmo, três pessoas me perguntaram se os seguidores da minha conta eram real ou comprados. Eu achei bem divertido. Se não fosse real, viriam de onde? Tem que me conhecer bem pouco para acreditar que eu gastaria do pouco dinheiro que tenho para sanar uma ridícula métrica de vaidades.

Continue lendo “Instagram, algoritmos e vida offline”
poesias

Poesia de duas autorias

No início de junho eu postei uma chamada nos Stories: para que as pessoas me mandassem o começo de um texto que elas criaram e eu daria continuidade. Foram cinco participantes e hoje eu vou postar o primeiro trabalho em conjunto que é com a Dani Bandoch.

Mulher sentada numa cerca bsixa de madeira e com mobtanhas e árvores coníferas ao fundo.
Dani Bandoch

Dani escreveu o primeiro parágrafo de versos. Os outros eu dei continuidade. Eu gostei muito da experiência de fazer poesia em conjunto pois até então minha criação de poesias é um processo bem solitário, na tentativa de transformar sentimentos, pensamentos, vontades e percepções em versos. Então, aí vai nosso trabalho!


Ela parou, e viu seu rosto refletido na água. 

Seus olhos tristes e a pele pálida. 

Estaria doente? 

Ou apenas cansada?

Cansada de quê?

Seria dessa gente 

Sem coração e ideias malvadas?

De ver todo dia

Falta de gentileza e empatia?

Por dez minutos, ela chorou 

E no lago, seu rosto lavou

Respirou bem fundo

Rezou pelo mundo

Ainda meio desolada

Mas, saiu de cara 

E alma lavada.

…….

Alma, lama

Lama, mala

Mala, alma

No líquido da calma,

que se lava a alma?

Alma é fauna

Biodiversidade do sentir

Sentir sem fala.

Dizem: Deixe ir!

Leve abafado na mala.

…….

No agir, Pandora

Abra a mala agora!

Sentimentos, ensaboa!

Lameada de revolta

Sinta e voa.

Gita, solta.

Lava a alma

Suja de lama

Sufocada na mala

Do sentir que a chama.

Chama e vida

Alma limpa e incompreendida.


Então, na próxima quarta teremos mais uma parceira textual aqui. Quer escrever um texto cmigo? Quer fazer parte da parceria? Entre em contato comigo por email: conversacrua@gmail.com ou:

Instagram

Twitter

Assine o blog para não perder nenhuma postagem!

Crônica

Sobre Clarice Lispector, ou melhor, carta a Benjamin Moser

Um caderno aberto com uma caneta e uma paisagem de montanhas desfocadas ao fundo.

“Esta obra é o registro da vida inteira de uma mulher, escrito ao longo da vida de uma mulher. Como tal, parece ser, em sua abrangência, o primeiro registro do gênero em qualquer país. Esta afirmação radical exige particularizações: a vida de uma mulher burguesa, ocidental, heterossexual, casada, com filhos. Uma mulher que não foi interrompida: que não começou a escrever tarde, que não parou por causa dos filhos(…); uma mulher que, como tantos escritores homens, começou na adolescência e perseverou até o fim; uma mulher que, em termos demográficos, era exatamente igual à maioria de suas leitoras. (…) Antes de Clarice, uma mulher que escrevesse durante toda sua vida – e sobre esta vida- era tão rara a ponto de ser inaudito.”

-Benjamin Moser em “Todos os Contos de Clarice Lispector. Editora Rocco. Pág. 13 e 14.

Prezado Benjamin Moser

Li o prefácio do livro Todos os Contos. Livro esse que você organizou e prefácio esse que você escreveu. Sei que você é o autor da biografia de Lispector, Why This World. Um homem branco, estadunidense, fluente em seis idiomas, que entrou em contato com a obra de Clarice quando estudava literatura de língua portuguesa e se encantou com a maneira de Clarice escrever. Acho brava a sua atitude de querer apresentar ao mundo a obra de uma mulher tão incrível, ao mesmo tempo que fico incomodada de que precisamos de um homem branco e nórdico para que isso seja possível.

No livro Todos os Contos eu percebo que você não cansa de comparar Lispectos a autores como Espinoza, Kafka, Tcherkov. Todos homens. Fica clara a sua admiração profunda pela autora, mas existe algo nesse seu discurso que me incomodou bastante: o fato de você comparar escritoras mulheres, exaltando Clarice e dessa forma, desdenhando de outras autoras, outras mulheres. Entendo que você acha incrível ter esse registro da vida de uma mulher que trazia sua realidade e a realidade de tantas outras através de personagens e situações que encantam e nos levam a pensar criticamente sobre nossa sociedade. Clarice sem dúvidas é extremamente sedutora na arte das palavras e sua obra, um exemplo a ser seguido, exaltado, almejado e até mesmo transformado. Porém, mesmo sem perceber, mesmo ao tentar alertar sobre a difícil tarefa que é para uma mulher se manter na escrita, você nesse prefácio aponta as falhas de outras grandes autoras, inclusive Virgínia Woolf. Você diz que Clarice não gostava de ser comparada com ela, já que Woolf desistiu. Trazer isso para o prefácio é lamentável. E ler sobre essa postura de Clarice é para mim, uma admiradora inclusive decepcionante. Mas que bom saber que Clarice tinha suas falhas, isso a aproxima de alguém mais humano e tangível.

Digo isso pois eu não vejo Woolf como uma desistente. Eu vejo o contrário, como uma mulher que resistiu mais do que podia contra uma doença que hoje atinge cada vez mais pessoas. Talvez hoje, se Clarice tivesse dentro do nosso contexto, ela tomaria mais cuidado ao soltar afirmações levianas como essa.

A exaltação à Clarice, mesmo com você, Benjamin, deixando claro que se dá dentro de certas particularizações, ainda assim fere. Pois você fica à beira daquela tênue e perigosa linha: meritocracia. E desses discursos cheios de positividade tóxica que permeia nosso ambiente atualmente. Quem quer, consegue. Eu ainda não li a biografia de Clarice Lispector escrita por você, mas espero fazê-lo em breve. Porém, eu posso imaginar que Lispector, na sua fase, esposa/mãe, possuía algum tipo de apoio doméstico. Além disso, também imagino que ela deve ter tido apoio de babás ou alguém que olhasse suas crianças enquanto ela pudesse exercer sua escrita. E não há nada de errado nisso. Que maravilha que ela pôde ter esse tipo de auxílio, pois eu lhe digo, sem ele, nós não teríamos a preciosidade que temos hoje que é a obra dela. Mas fica evidente que Clarice estava em uma posição de privilégio. Aqui eu não faço juízo vida fácil ou difícil, até porque, mesmo dentro de privilégios, o dia a dia pode ser repleto de lutas. Ainda assim, era um privilégio. Então, muitas vezes o querer não é o bastante para se realizar algo, pois para uma mulher que é mãe, sem rede de apoio, ou que muitas vezes precisa sair de casa, trabalhar em algo que traga um retorno financeiro imediato pois precisa dele para sobrevivência, enfim, todas essas realidades duras, afastam sim as mulheres que muitas vezes tem a escrita tatuada na alma, mas não tem a possibilidade de revelar essa tatuagem para ninguém, pois passa o dia trancafiada e coberta de afazeres e responsabilidades. Eu sou uma dessas mulheres que para escrever, preciso acordar de madrugada, o que com o tempo destrói minha saúde. E nem sempre é possível, pois basta um dente nascendo no meu filho atualmente com dois anos, que ele já não dorme, não me deixa dormir, nem levantar para trabalhar nos meus projetos pessoais. Mesmo disposta a sacrificar horas de sono pelo meu sonho, isso nem sempre é possível. E ainda assim eu me vejo em posição de privilégio pois não preciso sair de casa para trabalhar fora. Será que você entende como são perigosas essas afirmações, por mais cuidadoso que você possa ter tentado ter?

Por mais que você tente apontar questão da mulher e a escrita de forma desconstruída, você ainda tem um distanciamento social e de gênero que fica bem clara na sua maneira de escrever esse prefácio. Pois vocês mesmo está em uma posição de privilégios e escreve sob essa sua perspectiva privilegiada. E isso só demonstra o quanto se torna cada vez necessário termos mulheres das mais diferentes classes representando a pluralidade de seus grupos, seja na escrita, na pesquisa e em todas outras áreas. Tenho certeza que uma biografia de Clarice Lispector escrita por uma mulher e mãe, e um prefácio feito também por uma mulher e mãe, teria uma conjuntura diferente. E isso não significa minimizar suas questões exploradas nesse prefácio, apenas é um alerta para a necessidade de termos mais representatividade em todas as esferas da construção cultural, do saber etc.

Espero que você e qualquer um entenda a crítica dessa carta aberta e que de maneira nenhuma é questionada aqui a imensidão literária que Clarice Lispector foi e continua a ser. É apenas um desabafo a cerca de privilégios, meritocracia e a necessidade da representatividade.

E aí, acham que faz sentido essa minha reflexão? Comentem aqui para eu sabee a opinião de vocês. Vocês também me encontram no Twitter e no Instagram.